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Confira matéria de página inteira no Jornal da Manhã sobre os livros de Marcos de Andrade



Amigos, com a finalidade de brindar as coisas simples da vida e os autores brasileiros, a partir de agora estarei postando no site duas colunas, uma com o titulo Poeminhas do cotidiano - série banhos e Leituras esparsas.

Cantiga de Guarvaia ou Cantiga da Ribeirinha

No mundo não conheço ninguém que se compare a mim em infelicidade,
enquanto minha vida continuar como vai indo,
porque já morro de amor por vós – e ai!
minha senhora vestida de branco e de faces rosadas,
quereis que eu vos descreva
quando eu vos vi sem manto!
Em infeliz dia me levantei,
pois vos vi bela, e não feia!

E, minha senhora, desde aquele dia, ai!
tudo correu muito mal para mim,
e vós, filha de Dom Paio
Moniz, parece-vos suficiente de satisfatório
que eu deva receber, por vosso intermédio uma guarvaia¹
(por pintar vosso retrato);
pois eu, minha senhora, na verdade como prova de amor
nunca de vós recebi nem receberei
nem o simples valor de uma correia².

1 – guarvaia: luxuoso vestuário de corte.
2 – correia: no sentido de coisa alguma de valor.

(Texto atribuído a Paio Soares de Taveirós, entre 1189 e 1198, dedicado a Dona Maria Pais Ribeiro, cuja alcunha era Ribeirinha – Faraco & Moura, Língua e Literatura, 3 ed., 1999, Editora Ática, original foi publicado no meu facebook)

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