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Confira matéria de página inteira no Jornal da Manhã sobre os livros de Marcos de Andrade



Amigos, com a finalidade de brindar as coisas simples da vida e os autores brasileiros, a partir de agora estarei postando no site duas colunas, uma com o titulo Poeminhas do cotidiano - série banhos e Leituras esparsas.

Revisão crítica, para quê revisão crítica?

Revisão crítica, para quê revisão crítica?

Em mais algumas poucas semanas — não precisava escrever “poucas”, mas eu preferi escrever — terei concluído o desenvolvimento de minha primeira narrativa longa. Sim, narrativa longa, e já digo que não sei se é romance ou novela, para os amigos é romance, para a teoria da literatura acho que é novela. Para mim não faz diferença alguma.

No ponto em que estou, antes mesmo deste ponto, talvez a muito tempo, tenho pensado em como avaliar essa produção. Já sei que existe um modo padronizado para avaliar a produção textual, mas, sinceramente, nos dias que vivemos, o que menos precisamos são padrões na literatura. A época da produção em série, de bens, de gente, de tudo, passou, de padronização do consumo e da forma não atende mais a diversidade de nosso mundo plural. Quanta riqueza literária foi perdida em mãos de revisores, que desclassificaram textos narrativos por inadequação à forma da produção comercial. Por isso, passo longe, também porque não estou à procura de sucesso comercial.

Mas tenho me perguntado sobre como avaliar essa produção à luz da minha motivação — ou objetivos — para escrever. E minha motivação é me compartilhar, na expectativa que haja um público — mínimo que seja — que tenha algum interesse e proveito com a leitura de meus textos.

Por isso, tenho olhado com um azedume cada vez maior para a revisão que risca uma palavra e põe outra em seu lugar — quando eu escolhi aquela propositalmente —, que corta parágrafos inteiros — fui repetitivo, fui prolixo, conscientemente, assim sou —, que questiona a maneira de escrever, as figuras, o tipo de narrador — esse é meu estilo, esse sou eu —, enfim, com a revisão que, à guisa de corrigir minhas limitações, me limita.

Então monto a seguinte estratégia:

Etapa 1 - Submeto meu texto a alguém experiente que responda apenas se isto tem chance de ser publicável ou não há como salvá-lo do lixo.

Etapa 2 - Se publicável, vamos à procura de um leitor qualificado que possa dar um feedback amador sobre os sentimentos e efeitos que cada capítulo lhe causou, o que o tocou mais, o menos, o insonso, o denso, o enfadonho.

Etapa 3 - Nos limites de minha capacidade de melhorar o texto, faço isso.

Etapa 4 – Passo então à revisão externa da digitação, ortografia, pontuação, concordância, e não muito mais do que isso.

Etapa 5 – Suportar a pressão do editor para mais mudanças, convencendo-o que esse é o texto, alterado seria outro texto.

Se a editora aceitar, ótimo, até serei generoso e incorporo algumas sugestões, mas se, ao final, o editor me disser que a verdade é que eu não quero saber a verdade sobre meu texto, aí a coisa fica feia. E o que é pior, fica feia para mim.

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